A evolução dos vidros de grandes formatos em projetos arquitetônicos

A evolução dos vidros de grandes formatos em projetos arquitetônicos

  • EspecificaçãoManutençãoProdutoQualidadeSegurança
  • 14, julho 2026
  • 4 min de leitura

Saiba por que os vidros de grandes formatos transformaram a arquitetura e quais desafios técnicos existem no processamento dessas peças.


A arquitetura contemporânea tem explorado cada vez mais fachadas amplas, ambientes integrados e grandes superfícies envidraçadas. Com isso, os vidros de grandes formatos passaram a ocupar um espaço importante em projetos comerciais, corporativos e residenciais.

Mas, por trás de grandes painéis de vidro, existe uma cadeia de processos que envolve muita estrutura e conhecimento técnico.

Para entender isso na prática, conversamos com profissionais da PKO Vidros sobre os desafios do processamento, as exigências de segurança e as mudanças no mercado.

Grandes formatos acompanham uma nova arquitetura

Projetos com pé-direito elevado, fachadas contínuas e maior integração entre ambientes internos e externos impulsionaram a demanda por chapas de vidro maiores.

Segundo Matheus Santos, Engenheiro e Especificador Técnico da PKO Vidros, esse movimento acompanha uma transformação na forma como o vidro é utilizado na construção.

“Atualmente, projetos comerciais e residenciais contemplam um volume maior de vidros com grandes dimensões, muitas vezes acompanhando um pé-direito duplo ou maior que o convencional, proporcionando grandes áreas envidraçadas com menor interferência visual.”

A busca por transparência e integração visual trouxe novos desafios para a indústria, principalmente em relação ao processamento e à especificação correta desses materiais.

O desafio de processar chapas cada vez maiores

O aumento do uso de vidros gigantes exige cuidados específicos dentro da indústria.

Diego Ribeiro, Gerente de Produção e Excelência Operacional da PKO Vidros, comenta que o processamento de chapas jumbo envolve uma operação cuidadosa.

“Trabalhar com chapas jumbo é sempre um grande desafio. O primeiro ponto é o manuseio: estamos falando de peças que podem chegar a seis metros, então qualquer movimentação exige equipamentos robustos e uma equipe muito bem treinada.”

Além do transporte interno, o controle dimensional também é uma etapa crítica.

“Um erro mínimo no corte ou destaque, por exemplo, pode comprometer toda a peça. Por isso, aqui na PKO Vidros, cada etapa é acompanhada de inspeções rigorosas e protocolos técnicos para garantir segurança e qualidade.”, esclarece Diego Ribeiro. 

A estrutura da fábrica também precisa evoluir

Para trabalhar com grandes formatos, não basta apenas ter equipamentos. O espaço produtivo também precisa ser preparado para receber, armazenar e movimentar essas peças com segurança.

“O desafio já começa dentro da fábrica, pois o espaço precisa ser adaptado, principalmente com corredores largos e áreas de manobra específicas.”, explica Diego sobre como o crescimento desse tipo de demanda mudou a rotina industrial.

Diego ainda explicou para nós que o processamento dessas peças, que antigamente era pontual, passou a ser rotineiro: “Por isso, o layout da nossa planta precisou ser redesenhado para garantir o fluxo contínuo e seguro dessas peças gigantes e dos nossos colaboradores.”

Especificação correta é parte essencial do projeto

O tamanho do vidro também traz uma preocupação importante: a definição correta da composição e espessura.

Segundo Matheus Santos, muitas especificações chegam até a processadora sem considerar todos os critérios técnicos necessários para a aplicação: “Constantemente recebemos especificações fora da norma ABNT NBR 7199, muitas vezes oriundas da falta de conhecimento técnico sobre o material e seu desempenho.”

A ABNT NBR 7199 estabelece critérios para o uso de vidros na construção civil, considerando aspectos como aplicação, segurança, tipo de vidro indicado e condições específicas de cada projeto.

Na prática, seguir a norma é uma etapa essencial para garantir que a composição escolhida esteja adequada às necessidades da obra. Fatores como dimensões do vidro, localização da instalação, esforços atuantes e características do ambiente precisam ser avaliados antes da definição da espessura e da composição final.

A orientação técnica contribui para que o vidro especificado tenha o desempenho esperado e atenda aos requisitos de segurança da aplicação.

“Orientamos acerca do tipo de material correto a ser utilizado conforme cada aplicação, além de sinalizar a necessidade de buscar apoio técnico profissional, consultor ou responsável técnico da obra, para realização do cálculo de espessura de forma assertiva.”, esclarece Matheus. 

Essa análise considera as características da obra, como dimensões, localização, esforços e condições de uso do envidraçamento, garantindo uma solução mais segura e compatível com o projeto.

O futuro dos grandes formatos no mercado

A utilização de grandes painéis de vidro continua crescendo e acompanha uma tendência de projetos mais conectados ao ambiente externo.

Para Matheus, essa mudança representa uma nova fase para o setor: “A demanda por peças de grandes dimensões tem aumentado ao longo dos anos, acompanhando o conceito arquitetônico e de construção do Brasil.”

Além dos grandes painéis, Matheus explica que o vidro também passou a assumir novas funções dentro das fachadas e sistemas construtivos: “Esse crescimento abrange diferentes modelos de instalação, com o vidro sendo componente estrutural da fachada e do envidraçamento.”

A PKO Vidros está de olho nessa transformação no mercado, investindo em estrutura e conhecimento técnico para atender projetos que exigem precisão, segurança e desempenho.

Para conhecer as soluções disponíveis para o seu projeto, entre em contato com a equipe PKO Vidros.

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